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A palavra “conflito” faz parte da essência humana. E seja de forma positiva ou negativa, sempre haverá conflito para proporcionar crescimento, reflexão, mudança e claro, por vezes, insatisfação.

 

Aprender a lidar com conflitos existenciais e profissionais faz parte do processo de amadurecimento cognitivo de qualquer ser humano. Entretanto, nem todos conseguem evitar problemas, principalmente no ambiente de trabalho, quando se vê frente a uma situação conflituosa.

 

Na maioria das organizações há uma forte tendência em manter o clima de competição, mesmo fora dos setores ligados diretamente com ações de vendas, pois estes são tidos como os mais competitivos e conflituosos em um sistema organizacional.

 

Mas é preciso compreender que colaboradores competem, também, por salários, promoções, atenção de gestores, elogios, reconhecimento... E neste clima altamente propenso a conflitos diversos, ainda há as relações humanas para apimentar e inflamar o ambiente profissional.

 

Trazer problemas pessoais para o trabalho pode ser um estopim para explosão de conflitos entre liderados e lideranças. É muito comum não conseguir separar o ambiente profissional do pessoal e isso é até compreensível porque todos são colaboradores e seres humanos ao tempo. Conflitos sejam pessoais ou profissionais, afetam o bem estar do organismo como um todo.

 

Insatisfação, frustração, desmotivação, inveja, baixa estima, falta de ética e problemas pessoais, são só algumas dentre tantas outras sensações, e situações, que podem desencadear conflitos no ambiente de trabalho. Mas como evitar que essa carga emocional prejudique o comportamento profissional?

 

 

Não há “receita de bolo” para bom comportamento como garantia de sucesso nas relações interpessoais profissionais e por isso, os conflitos existem. Porém, existem alguns comportamentos que podem ser evitados e outros estimulados para amenizar, diminuir e até evitar desgastes desnecessários. Confira, e reflita, sobre as sugestões abaixo e, se necessário, faça uma autoanalise e bom trabalho:

 

Hierarquia: se a organização onde trabalha tem uma postura hierárquica acentuada, deve-se ter em mente que precisa respeitá-la. Siga o fluxograma do seu setor e respeite o organograma já existente. Evite conflito desnecessário com gestores imediatos, pois estes podem, deliberadamente ou não, lhe causar problemas na rotina profissional;

 

Relacionamento amoroso: confira se a organização tem restrições quanto aos colaboradores estabelecerem relações afetivas. Isso pode ocorrer pelo fato de muitas pessoas não conseguirem separar de forma profissional os problemas pessoais e portanto, conflitos emocionais poderão desencadear insatisfação e desequilíbrio dentro da organização;

 

Linguagem: mantenha sua comunicação de forma respeitosa e dentro das normas cultas da língua. Evite o uso de gírias, palavras de baixo calão e excesso de coloquialismo, principalmente quando for se reportar a gestores e diretorias, assim como pessoas que, por um motivo ou outro, gostam de gerar conflitos;

 

Fofocas: estar fora das conversas improdutivas nem sempre é possível, mas se manter imparcial pode ser uma excelente tática. Evite se expressar com um posicionamento de apoio ou reprovação ao assunto ou pessoa em pauta. Normalmente, tais conversas não servem para mais nada além de munir profissionais sem ética para articulações contra outros colaboradores, seja por prazer, inveja ou, até mesmo, vingança;

 

Julgamento: deixe para os gestores o julgamento da competência de seus colegas de trabalho. Não é o mesmo nível hierárquico quem deve julgar e “condenar” os demais levando reclamações aos superiores. Caso haja reuniões de setores aproveite-as para trazer à luz tais problemas, ainda que não sejam citados os nomes. Esse tipo de comportamento é de preservação porque não há como medir a aceitação de uma crítica e a reação adversa que esta poderá gerar contra você;

 

Pressão e cobrança: toda função tem pressão e cobrança em algum nível e, normalmente, elas garantem o bom andamento das atividades. O que diferencia é a forma com que o gestor conduz esse tipo de estímulo que pode ser positivo para uns, e para outros, negativo. Se a sua profissão exige altos níveis de controle emocional, é preciso estar preparado para isso. Criar conflito porque não suporta pressão não irá melhorar a situação. Talvez seja momento de repensar sua profissão;

 

Colaboração: trabalhar de forma colaborativa é peça fundamental para afastar conflitos profissionais. Postura solícita, colaborativa, coletiva e gentil faz a diferença na reciprocidade que haverá entre colegas de trabalho;

 

Transparência, ética e responsabilidade: se houve erro, é necessário assumir e não transferir a responsabilidade para outro colaborador ou até mesmo, para tecnologia;

 

Emoções: é preciso encontrar o equilíbrio emocional para não ser o que está sempre “chorando” por algo. E por outro lado, manter-se frio em todas as situações pode demonstrar o mesmo desequilíbrio dos que se excedem em lágrimas, sorrisos e contatos físicos. É preciso lembrar sempre que, a dosagem emocional certa é a diferença entre fazer bem ou mal;

 

Vingança: caso identifique colegas de trabalho vingativos, ainda que em pequenas esferas, mantenha-se alerta e evite confrontos diretos, se possível;

 

Maturidade: é preciso entender o papel dos líderes para aceitar críticas e sugestões que estes venham a fazer. E reflita também sobre o que os demais colaboradores falam sobre você. Não deixe a vaidade gerar conflito no lugar de crescimento e amadurecimento;

 

Flexibilidade: esteja aberto a mudanças. Muitas vezes uma mudança de setor, gestor, tarefa e/ou comportamento, pode reduzir e até eliminar o conflito existente dentro do seu atual ambiente de trabalho;

 

Valores organizacionais: é necessário saber quais são os valores da organização em que está trabalhando. A sua missão, visão e posicionamento devem estar alinhados ao que procura como profissional porque esta é a base da cultura organizacional. E é esta que auxilia, inclusive, na gestão de conflitos porque se o colaborador não está de acordo com os valores da organização, este não deverá permanecer em seu quadro de colaboração por muito tempo. Esteja em harmonia com princípios da organização em que colabora e faça dela um espelho para suas ações. 

 

Estar atento aos detalhes e agir de forma respeitosa à cultura, hierarquia e coletividade, é um diferencial para quem deseja manter-se afastado de conflitos e situações que, de forma simples, podem ser evitadas dentro de uma organização - independente de seu porte. Portanto, reflita sobre o que leu e se necessário reveja sua postura profissional para que, assim, possa ter uma rotina mais tranquila, agradável e produtiva.

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publicado às 18:17



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